Todos nós, ao longo das nossas tarefas do dia-a-dia, produzimos resíduos. Enquanto trabalhamos, ou quando estamos em casa, a preparar refeições, a limpar a casa, a reparar alguma coisa, produzimos sempre algum tipo de lixo. Latas de conserva, pilhas usadas, restos de comida, garrafas, móveis estragados, livros velhos... tudo acaba por deixar de nos servir, e tudo se transforma então em resíduo, que se deita ao lixo.
Para uma caracterização e gestão dos resíduos, podem então definir-se vários tipos:
- O Papel e Cartão (onde se enquadram livros antigos, papel de embrulho, sacos de papel, o cartão que veio à volta do frigorífico, e outras coisas do género...)
- O Vidro (que abrange as garrafas de vinho e de sumos, frascos, ...)
- As Latas (dos sumos, das conservas, ...)
- Os Plásticos (das garrafas de água, do champô, das caixas dos CDs...)
- As Embalagens (os pacotes de leite, do vinho..)
- A Matéria orgânica ( restos de comida, de plantas do jardim, ...)
Todo esse lixo, produzido por todos nós, acaba no caixote do lixo. Mas este não é o destino real dos resíduos. Estes são recolhidos e enviados para um destino final, que depende em grande medida do concelho de origem.
Sendo o Aterro Sanitário o destino dos resíduos produzidos nos dias de hoje, outrora os resíduos eram amontoados ao ar livre constituindo as tão conhecidas lixeiras.
Ficavam então aí a apodrecer e a sua decomposição, a céu aberto, causava sérios prejuízos na natureza. O mau cheiro, a formação de gases, explosões, incêndios e a degradação da paisagem eram apenas alguns dos seus efeitos. Com a chuva, a água transportava para o subsolo venenos que poluiam os lençóis de água, contaminando rios e poços. A saúde pública era também afectada, pois estes focos de lixo acabavam por se tornar pontos de atracção de animais como ratos, cães abandonados, gaivotas e moscas. Tudo isto aumenta o risco de transmissão de doenças, constituindo uma ameaça para a saúde pública.